Simples Nacional: nem sempre é o mais simples porque, apesar da proposta de unificação de tributos e redução de burocracia, o regime exige atenção técnica e planejamento.
Muitas empresas entram no Simples acreditando que ele elimina riscos fiscais, quando, na prática, apenas muda a forma de apuração.
Ao longo do tempo, esse entendimento equivocado costuma gerar pagamentos indevidos, desenquadramentos inesperados e decisões financeiras baseadas em dados incompletos.
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O Simples Nacional vai além da guia única
O Simples não se resume ao DAS. Embora o recolhimento seja unificado, a empresa continua obrigada a cumprir rotinas contábeis, fiscais e trabalhistas.
Além disso, cada atividade possui regras específicas de tributação, o que exige enquadramento correto no anexo, definição adequada do fator R e atenção ao tipo de receita auferida.
Em outras palavras, o nome “Simples” não elimina a complexidade da operação.
Onde as empresas mais erram no Simples Nacional
Alguns erros são recorrentes entre empresas optantes pelo Simples:
- Enquadramento incorreto da atividade no anexo tributário.
- Falta de controle sobre o fator R e sua influência na alíquota.
- Mistura de receitas com tratamentos fiscais diferentes.
- Ausência de contabilidade estruturada por acreditar que o regime dispensa esse cuidado.
Com isso, a empresa pode pagar mais imposto do que deveria ou correr riscos de desenquadramento.
Quando o Simples deixa de ser vantajoso
Nem sempre o Simples é o regime mais econômico. À medida que o faturamento cresce ou a estrutura de custos muda, outras opções podem se tornar mais adequadas.
Além disso, empresas com margens específicas, folha de pagamento reduzida ou operações mais complexas precisam analisar com cuidado se o Simples ainda faz sentido.
Nesse sentido, manter o regime por inércia costuma ser uma decisão cara.
Planejamento também existe no Simples Nacional
Planejamento tributário não é exclusivo de empresas no Lucro Presumido ou Real. No Simples, ele começa com dados bem organizados, acompanhamento mensal e análise contínua da operação.
Quando isso não acontece, o empresário só percebe o problema quando o imposto já foi pago ou quando surge uma notificação.
Portanto, o Simples exige método, não improviso.
O risco de tratar o Simples como automático
Automatizar processos sem revisão crítica pode criar uma falsa sensação de segurança. O regime não se ajusta sozinho às mudanças do negócio.
Assim, revisar periodicamente enquadramentos, receitas e indicadores é o que mantém o Simples realmente funcional para a empresa.
A ERJ Account atua justamente nesse ponto: transformar o Simples Nacional em um regime claro, previsível e alinhado à realidade do negócio, evitando surpresas fiscais ao longo do ano.
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Perguntas frequentes sobre janeiro e o ano fiscal
Toda empresa pode optar pelo Simples Nacional?
Não. Existem limites de faturamento, atividades vedadas e restrições legais que impedem a opção pelo regime. A análise deve ser feita caso a caso.
Estar no Simples significa pagar menos imposto?
Nem sempre. Dependendo da atividade, da margem e da folha de pagamento, outros regimes podem ser mais vantajosos.
O Simples dispensa contabilidade?
Não. Apesar de algumas obrigações serem simplificadas, a contabilidade continua sendo fundamental para controle, planejamento e tomada de decisão.
O que é o fator R e por que ele é importante?
O fator R relaciona a folha de pagamento com o faturamento. Ele pode reduzir ou aumentar a alíquota aplicada, dependendo da atividade da empresa.
Posso mudar de regime a qualquer momento?
Em regra, a opção ou alteração de regime ocorre no início do ano-calendário, respeitando prazos legais. Por isso, planejamento antecipado é essencial.
Como saber se o Simples ainda é o melhor regime para minha empresa?
A resposta vem da análise dos números reais do negócio, da atividade exercida e das projeções para o ano. Uma avaliação contábil estratégica evita decisões baseadas apenas na percepção de “simplicidade”.






