O desenquadramento não acontece do dia para a noite. Na maioria dos casos, ele é o resultado de decisões acumuladas, falta de acompanhamento e ausência de revisões ao longo do tempo.
Ainda assim, muitos empresários só percebem o risco quando já estão próximos de perder o enquadramento no Simples Nacional ou quando recebem uma notificação.
Entender como esse processo se constrói é essencial para evitar impactos financeiros e operacionais.
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Índice
O desenquadramento começa muito antes do aviso formal
O desenquadramento raramente é um evento isolado. Ele costuma ser consequência de fatores que se desenvolvem ao longo do ano, como crescimento de faturamento, mudanças na atividade ou erros recorrentes na apuração.
Além disso, cruzamentos eletrônicos e análises automáticas aumentaram a capacidade de fiscalização, tornando inconsistências mais visíveis com o passar do tempo.
Em outras palavras, o problema nasce na rotina, não no comunicado.
Principais causas de desenquadramento
Alguns motivos são mais frequentes quando analisamos casos de desenquadramento:
- Ultrapassagem do limite de faturamento anual.
- Exercício de atividades não permitidas no Simples Nacional.
- Erros na classificação de receitas.
- Inconsistências entre notas fiscais, declarações e movimentação financeira.
Com isso, a empresa pode ser desenquadrada sem ter se preparado para a mudança de regime.
Por que o impacto costuma ser maior do que o esperado
Quando o desenquadramento não é previsto, a empresa enfrenta ajustes simultâneos: mudança de regime, nova carga tributária, adaptação de processos e impacto direto no caixa.
Além disso, decisões tomadas sem planejamento tendem a aumentar o custo fiscal e gerar insegurança na gestão.
Nesse sentido, o problema não é apenas sair do Simples, mas sair sem preparo.
A importância do acompanhamento ao longo do ano
Empresas que monitoram indicadores como faturamento acumulado, tipo de receita e enquadramento legal conseguem antecipar cenários e tomar decisões com mais controle.
Dessa forma, o desenquadramento deixa de ser uma surpresa e passa a ser uma escolha estratégica, quando necessária.
Prevenção custa menos do que correção
Acompanhar o risco de desenquadramento ao longo do ano é mais simples do que reorganizar tudo após a mudança forçada de regime.
Portanto, tratar esse tema de forma preventiva protege o caixa, reduz riscos e dá mais previsibilidade ao negócio.
A ERJ Account atua de forma estratégica para identificar sinais de desenquadramento com antecedência e apoiar empresas na transição segura de regime, quando necessário.
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Perguntas frequentes sobre janeiro e o ano fiscal
O desenquadramento do Simples é automático?
Em alguns casos, sim. Quando limites ou regras são descumpridos, o desenquadramento pode ocorrer de forma automática, com comunicação posterior ao contribuinte.
Existe aviso antes do desenquadramento?
Nem sempre. Por isso, o acompanhamento contínuo é fundamental para identificar riscos antes que a mudança seja imposta.
Posso me preparar para sair do Simples?
Sim. Com análise prévia, é possível simular cenários, ajustar processos e planejar a transição para outro regime com menor impacto financeiro.
O que acontece com os impostos após o desenquadramento?
A empresa passa a recolher tributos conforme o novo regime, o que pode alterar alíquotas, prazos e obrigações acessórias.
Crescer sempre leva ao desenquadramento?
Não necessariamente. Crescimento exige planejamento. Com acompanhamento correto, é possível crescer de forma organizada e escolher o regime mais adequado.
Como saber se minha empresa corre risco de desenquadramento?
A análise envolve faturamento acumulado, atividade exercida, tipo de receita e consistência das informações fiscais. Uma revisão periódica evita surpresas.






